Nova Gripe H3N2 já circula em Portugal — Tudo o que precisa de saber para a combater

A nova estirpe de Gripe H3N2 (Créditos: Facebook)

Com uma variante mais contagiosa e a circular mais cedo do que o habitual, a nova variante da gripe H3N2 vai complicar um inverno si já habitualmente difícil.

A Europa já regista um aumento anormal e precoce de casos de gripe nesta temporada. Segundo o European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), a causa deste surto atípico é a circulação de uma nova variante da gripe A — o sub-clado K da Influenza A H3N2. Em alguns países, o vírus está a propagar-se já três a quatro semanas mais cedo do que nas temporadas anteriores.

Em Portugal, os sinais já estão visíveis. A Direção-Geral da Saúde (DGS), como o Serviço Nacional de Saúde (SNS) confirmaram uma subida de casos de síndrome gripal e reforçou o apelo à vacinação nas próximas duas semanas como uma das medidas urgentes de proteção. Os peritos alertam: se a adesão à vacina for fraca e os cuidados de prevenção forem negligenciados, o país poderá enfrentar uma das épocas gripais mais graves dos últimos anos.

A importância da vacinação (Créditos: Facebook)

O que se sabe sobre a variante H3N2 K

Como se manifesta: sintomas e evolução típica

A grande diferença deste surto para os “anteriores” reside precisamente nos sintomas relatados, isto porque a H3N2 apresenta, com frequência, sintomas mais intensos do que os de uma gripe comum:

Alguns doentes — sobretudo crianças — também relatam sintomas gastrointestinais, como vómitos ou diarreia, e perda temporária de olfato ou paladar. A diferença em relação a um resfriado comum costuma estar na velocidade e intensidade com que os sintomas aparecem: de um dia para o outro, a pessoa pode passar de bem-disposta a debilitada.

A evolução usual:

Embora os sintomas se pareçam com os da gripe sazonal tradicional, a rapidez de contágio e a intensidade fazem com que muitos especialistas recomendem vigilância reforçada — sobretudo nos grupos mais vulneráveis.

Quem corre mais risco — e porquê deve agir já

Grupos com maior probabilidade de desenvolver complicações graves:

Para estes grupos, a vacinação e a adoção de medidas preventivas — higiene cuidadosa, evitar aglomerações, manter espaços bem ventilados — são fundamentais. A DGS tem reforçado este apelo, sublinhando que as próximas duas semanas são decisivas para que a vacina surta efeito antes do pico de contágios.

Vacinar continua a ser a melhor defesa — mesmo com a nova variante

Apesar das mutações recentes que caracterizam a H3N2 K, que ainda não se encontram nas vacinas produzidas e distribuídas durante este inverno, continuam a oferecer a maior proteção contra a gripe — especialmente contra complicações graves, hospitalizações e mortes. Autoridades de saúde em Portugal e na Europa insistem na importância da imunização imediata, especialmente para os grupos de risco.

Além da vacina, medidas simples mas eficazes de prevenção continuam a fazer diferença:

O que muda para o sistema de saúde e para nós todos neste inverno

As autoridades portuguesas já admitiram que o sistema de saúde poderá sofrer pressão elevada: aumento de consultas urgentes, internamentos, possível sobrecarga nas urgências e cancelamento de consultas ou cirurgias não urgentes para dar prioridade aos doentes gripais. Por isso, responsabilizar-se pela própria proteção — e pela dos outros — deixou de ser apenas uma opção. Este ano, por causa da H3N2 K, é uma necessidade.

Não se esqueça de proteger os mais novos, os mais velhos e todos aqueles que pertencem aos grupos de risco (Créditos: Facebook)

Tomar vacina, proteger os outros

A nova estirpe H3N2 K veio acelerar o relógio da gripe na Europa e, em especial, em Portugal. A antecipação dos casos, a propagação rápida e os relatos de sintomas mais intensos colocam um desafio sério — tanto para os cidadãos como para o sistema nacional de saúde. Vacinar-se o quanto antes, seguir as medidas básicas de prevenção e estar atento a sintomas — especialmente se pertencer a um grupo de risco — são as melhores formas de enfrentar este inverno.

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