Com a chegada do calor extremo e noites passadas ao ar livre, aumentam as ameaças das picadas de mosquitos, moscas e carraças. Saiba como se proteger e evitar complicações de saúde, para um Verão sem picadas.
As temperaturas sobem, os dias prolongam-se e o apelo ao ar livre é irresistível — mas o verão traz consigo um visitante indesejado: o mosquito. Com o calor e a humidade, aumenta a presença de insetos vetores, como mosquitos, moscas e carraças, que podem ser muito mais do que apenas incómodos — podem ser transmissores de doenças como o vírus do Nilo Ocidental, a febre da dengue ou a doença de Lyme.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou recentemente um alerta nas redes sociais com orientações práticas para proteger os portugueses para um Verão sem picadas, especialmente numa altura em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê uma vaga de calor que poderá fazer disparar os termómetros acima dos 40 °C em algumas regiões do país.
🌡☀ Para hoje está prevista #radiação #ultravioleta muito elevada:
— DGS (@DGSaude) July 6, 2025
🧢🕶 não se esqueça de usar #óculos de sol com filtro #UV, roupa adequada e chapéu;
⛱ evite a exposição direta ao #sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas.
Mais em https://t.co/FHBp0iWwDf.#DGS pic.twitter.com/1Vsv14O9Q8
Porquê tanta preocupação com as picadas?
Os mosquitos e outros insetos atuam como vetores de doenças, ou seja, podem transmitir agentes infecciosos através das suas picadas. Em Portugal, embora os casos de doenças tropicais sejam raros, há registo de presença do mosquito Aedes albopictus (também conhecido como “mosquito-tigre”), responsável por transmitir doenças como a dengue, chikungunya e zika, em outras partes do mundo.
As carraças, por sua vez, estão associadas à doença de Lyme, uma infeção bacteriana que pode provocar sintomas como febre, dores musculares e, em casos mais avançados, complicações neurológicas ou cardíacas.
Dicas fundamentais para prevenir picadas
A DGS aconselha a adoção de medidas simples, mas eficazes, tanto em casa como em viagens ou atividades ao ar livre:
✅ Vista-se de forma estratégica
- Use roupa larga e de cores claras, que cobre o máximo de pele possível (especialmente pernas e braços). Evite roupa escura ou justa, pois atrai mais insetos e facilita as picadas.
✅ Evite zonas e horários críticos
- Evite permanecer em zonas de águas paradas (como lagoas, tanques, pneus abandonados ou vasos com pratos) e em áreas com vegetação densa, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer, quando os mosquitos estão mais ativos.
✅ Use repelente adequado
- Aplique repelente nas áreas expostas da pele. A DGS recomenda o uso de produtos com:
- 10% de DEET para crianças
- 30% a 50% de DEET para adultos
- Existem também alternativas com icaridina ou óleo de eucalipto-limão, eficazes e com menor potencial irritativo para peles sensíveis.
👉No #verão, proteja-se das #picadas frequentes de #mosquitos!
— DGS (@DGSaude) July 19, 2025
Como❓
✅ Use roupa clara, larga e que cubra a pele.
✅ Evite locais com águas paradas ou vegetação densa, sobretudo ao início e ao fim do dia.
✅ Aplique repelente.
✅ Elimine locais onde os mosquitos se reproduzem. pic.twitter.com/cOO692bsI9
Evite “criadouros” de mosquitos à sua volta
Os mosquitos reproduzem-se em águas paradas. Para impedir a sua proliferação, siga estas recomendações:
- Evite acumular objetos no exterior que possam reter água (pneus, baldes, brinquedos, etc.)
- Evite o uso de pratos sob os vasos de plantas
- Tape reservatórios de água, como cisternas ou depósitos
- Limpe e desentupa caleiras regularmente
- Lave e troque frequentemente a água dos bebedouros dos animais
Estas medidas não só reduzem a presença de mosquitos como ajudam a manter o ambiente mais higiénico e seguro.
Vai viajar? Marque a Consulta do Viajante
Se está a planear férias para destinos exóticos ou tropicais, é fundamental marcar uma Consulta do Viajante com pelo menos 4 a 6 semanas de antecedência. Nesta consulta, será informado sobre:
- Vacinas obrigatórias ou recomendadas;
- Medidas de proteção contra doenças transmitidas por insetos;
- Precauções alimentares e de higiene;
- Medicação preventiva, se necessária (como profilaxia da malária).
Calor extremo agrava o risco
O IPMA já alertou para a chegada de uma massa de ar quente e seco, que poderá fazer as temperaturas ultrapassarem os 40 °C em zonas do interior. Este ambiente favorece a proliferação de mosquitos e aumenta o risco de desidratação e golpes de calor — outra razão para redobrar os cuidados com a exposição ao ar livre e manter uma boa hidratação.

Um Verão sem picadas, seguro, e um Verão informado
As picadas de mosquitos não devem ser encaradas apenas como um incómodo estival. A prevenção é simples e eficaz quando levada a sério. Com algumas mudanças de hábitos e atenção redobrada aos espaços onde vive ou por onde viaja, poderá desfrutar do verão com tranquilidade — sem comichões e, sobretudo, sem surpresas.
Sugestão da redação:
Tenha sempre à mão um spray repelente, use rede mosquiteira em zonas mais húmidas e aposte em velas de citronela em esplanadas ou varandas. São pequenos gestos que fazem toda a diferença para um verão sem picadas, mais saudável e relaxado.






