A marca espanhola do Grupo Volkswagen apresentou em Munique o Cupra Tindaya, um ‘showcar’ radical que antecipa o design e a filosofia da condução emocional para os próximos anos.
Nascida em 1996 como a divisão desportiva da SEAT (o nome vem da junção de “Cup” e “Racing”), a CUPRA era sinónimo de modelos de alta performance, como o icónico Ibiza CUPRA e o Leon CUPRA. No entanto, em 2018, a marca deu um passo revolucionário e tornou-se uma entidade independente. A estreia em Portugal deu-se em 2020, com o Cupra Formentor — o primeiro modelo exclusivo da marca — marcando presença no segmento dos SUV compactos premium e conquistando rapidamente uma base de clientes jovens, urbanos e ligados ao mundo da performance.

Hoje, a Cupra ocupa um espaço particular no mercado automóvel: é vista como uma alternativa ousada às marcas premium alemãs, oferecendo carros de estética marcante e forte ligação à experiência de condução.
O nascimento do Tindaya
No passado dia 8 de setembro, durante a IAA Mobility de Munique, a marca espanhola revelou o Cupra Tindaya Showcar, um protótipo que aponta o caminho para o futuro da marca. Mais do que um simples estudo, Markus Haupt, CEO interino da Cupra, deixou claro que se trata de uma afirmação de princípios: “Sem condutores, não há Cupra. Enquanto muitos se desviam do condutor, nós duplicamos o que importa — a ligação atrás do volante.”
O nome Tindaya foi inspirado numa montanha vulcânica de Fuerteventura, nas Canárias, símbolo de força e ligação à terra, refletindo-se também nas cores e nos materiais do automóvel.
Design ousado e sustentável
Com 4,72 metros de comprimento, o Tindaya assume uma silhueta fastback musculada, marcada pelo “nariz de tubarão”, pelo duplo ‘spoiler’ traseiro e pelas jantes de 23 polegadas. O logótipo Cupra surge iluminado, à frente e atrás, sublinhando a estética futurista.
Outro destaque é o recurso a materiais mais sustentáveis, como a fibra de linho BComp, uma alternativa à tradicional fibra de carbono, e elementos estruturais em alumínio. A pintura em tom mate percorre do cinzento metálico profundo até a um bege suave, evocando o contraste entre o oceano Atlântico e os tons quentes da montanha Tindaya.

Interior centrado no condutor
O habitáculo segue a filosofia de “condutor no centro”, com portas de abertura oposta que revelam uma configuração 2+2. Os bancos CUPBucket de nova geração e o volante inspirado em corridas e videojogos reforçam o ADN desportivo.
O cockpit inclui um ecrã de 24 polegadas, projetores de informação no para-brisas (Cupra Monitor+) e o sistema sensorial The Jewel, que adapta luzes, som e ambiente de acordo com os modos de condução. Em parceria com a especialista Sennheiser, o protótipo traz ainda um sistema de som de alta fidelidade.
Os revestimentos apostam na sustentabilidade, com couro biológico, microfibras em tom bronze e materiais progressivos que variam entre suaves e rígidos ao longo da consola central.
Um SUV desportivo para o futuro
Embora a Cupra não tenha revelado detalhes técnicos, tudo indica que o Tindaya será a base de um SUV de alto desempenho. Com três modos de condução distintos, o protótipo foi desenhado para combinar emoção, tecnologia e sustentabilidade — três pilares que definem a estratégia da marca.

Cupra em Portugal e o impacto do Tindaya
A Cupra já conquistou espaço no mercado português, atraindo condutores que procuram design diferenciador e performance. O Tindaya reforça esta visão, antecipando um futuro onde a ligação emocional ao volante continua a ser a prioridade, mesmo num cenário automóvel cada vez mais tecnológico e eletrificado. O protótipo não é apenas uma visão de design, mas também uma mensagem clara: a Cupra quer continuar a ser a marca que coloca a experiência de condução acima de tudo.






